Dashboard financeiro mensal: o que incluir e como o utilizar

4 min de leituraPortuguês

Que indicadores incluir num dashboard financeiro mensal: resultado, margem, tesouraria, recebimentos e desvios. Com um exemplo e perguntas para a reunião de gestão.

Um dashboard financeiro reúne os números de que a gestão precisa para perceber como está a empresa e decidir o que fazer a seguir. Relaciona o resultado do mês, a posição dos saldos e a tesouraria com uma explicação das alterações relevantes.

Não é necessário levar todos os lançamentos contabilísticos para a reunião. É necessário perceber se a atividade deixa margem, onde está comprometida a caixa e que decisões não podem esperar. Um relatório mensal útil ajuda a responder a estas perguntas.

Dashboard, relatório de gestão e contas anuais

O dashboard resume os indicadores a acompanhar. O relatório mensal de gestão apresenta o detalhe e a explicação que os sustentam. As contas anuais respondem ao seu próprio enquadramento de relato e abrangem o exercício da empresa.

São elementos relacionados, com finalidades diferentes. Acorde com o contabilista a base dos relatórios e explique as diferenças entre os indicadores internos e outros valores contabilísticos. Definições consistentes permitem comparar; alterar um cálculo sem avisar pode mostrar uma melhoria que não existe.

O que incluir num dashboard financeiro mensal

Comece pelas perguntas a que a empresa precisa de responder. Para muitos negócios em crescimento, estes blocos constituem uma base útil.

Bloco O que ajuda a compreender
Resultados Vendas, gastos, margem e resultado do mês
Balanço Ativos, passivos e saldos que exigem atenção
Tesouraria Movimentos de caixa e compromissos próximos
Clientes e fornecedores Faturas em aberto, vencimentos e calendário de pagamentos
Comparação Diferenças face ao período anterior e ao orçamento acordado
Comentários e ações Causas das alterações e próximos passos

Apresente a definição e a data de cada indicador. Um valor chamado apenas «margem» é ambíguo se uma pessoa inclui os custos de entrega e outra os exclui. Identifique a moeda, o tratamento dos impostos quando afete a leitura e a origem do dado.

Cinco perguntas para a reunião mensal

  1. O que mudou no resultado? Analise separadamente as vendas, os custos diretos e os gastos de estrutura. Vender mais não garante um resultado melhor.
  2. Que atividade deixa margem? Analise por projeto, produto ou cliente quando a imputação dos custos for suficientemente fiável para apoiar decisões.
  3. Porque mudou a caixa? Reveja recebimentos, pagamentos, financiamento e outros movimentos relevantes.
  4. O que está vencido e por resolver? O aumento das faturas por receber pode exigir uma ação antes de criar uma dificuldade de tesouraria.
  5. Que decisão resulta da análise? Cada ação precisa de um responsável, uma data e um resultado a rever no mês seguinte.

Porque podem o lucro e a tesouraria contar histórias diferentes

Imagine uma empresa que regista 100.000 € de vendas e 80.000 € de gastos no mês. Nesta simplificação, obtém um lucro de 20.000 €. Se ainda faltam receber 30.000 € dessas vendas, o resultado não mostra, por si só, quanto dinheiro está disponível para pagar os salários.

O exemplo é ilustrativo e omite outros movimentos. Serve para mostrar porque é necessário ler os resultados em conjunto com o balanço e a informação de caixa. Uma previsão acrescenta datas esperadas e deve distinguir os compromissos confirmados dos pressupostos.

Transforme os desvios numa explicação

Se a margem desce enquanto as vendas sobem, a causa pode estar numa composição diferente das vendas, em custos de entrega mais elevados, num desconto ou num lançamento atribuído ao mês errado. Analise o suporte antes de escolher uma resposta.

Explique a conclusão em linguagem concreta. «A margem caiu três pontos porque dois projetos precisaram de mais subcontratação» informa melhor do que uma seta vermelha, desde que os dados o sustentem. A ação seguinte pode ser rever preços, âmbito ou classificação de custos: cada causa pede a sua análise.

A fiabilidade começa antes do gráfico

O dashboard depende de um fecho de contas mensal consistente, com conciliação bancária, revisão das faturas em aberto e ajustamentos acordados. Identifique de forma visível a informação ainda provisória.

Mantenha uma versão controlada do relatório e um registo breve das decisões. Na reunião seguinte, reveja o que aconteceu às ações anteriores antes de acrescentar outras. Um indicador merece espaço quando ajuda a decidir ou revela uma pergunta a investigar.

O que perguntar antes de contratar relatórios mensais

Esclareça que relatórios estão incluídos, quando são entregues, quem os revê e como o trabalho se articula com o contabilista. Acorde se a reunião mensal inclui interpretação e ações, e como serão comunicadas as correções a um relatório já emitido.

A Cifrova combina software de operações financeiras, um assistente e um controller em articulação com o contabilista da empresa. Pode conhecer o serviço de controlo de gestão e relatórios mensais ou conversar sobre a informação de que o seu negócio precisa. O objetivo é uma visão do mês que a gestão consiga explicar e utilizar.

Para ler a seguir

Dashboard financeiro mensal: o que incluir e como o utilizar · Cifrova